sexta-feira, maio 04, 2007

TRATA


Vendo país pequeno, quase em Estado Natural, e pronto a desenvolver.
Preço inclui: universidades de excelência, Carmonas Rodrigues, Apito Dourado, e outros apitos, um Benfica europeu, Sporting quase campeão, TGV, OTA, e outras siglas vastas.
Preço não inclui: Arquipélago da Madeira, e correspondente Alberto João Jardim.
O primeiro a ligar recebe um fantástico IEP.

NHSS

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Do ambiente

Por uma vez, um artigo politicamente neutro. Quando falamos de ambiente, ou ecologia, ou um nome novo qualquer que esteja na moda, temos de pensar que não tratamos de esquerda ou de direita, mas sim de formas para conservarmos o nosso modo de vida.

Sejamos francos, acho que todos nós até gostamos da vida que levamos. O problema, dizem-nos, é que as nossas belas atitudes não são muito saudáveis para o planeta. Por outras palavras, a Terra farta-se de levar pancada nossa a toda a hora.

Ao que nós respondemos, como bons portugueses que somos, e daí?! não gostas muda tu!

É uma atitude... por exemplo, bastantes bons norte-americanos revelam uma atitude tipicamente lusitana. Felizmente outros não.
Ou seja, temos de ter um mínimo de consciência ambiental, o que não custa nada. Aliás, o mais importante, na minha óptica, desta questão não é mudar os hábitos, mas sim combater o desperdício; o que nos leva a poupar dinheiro - dinheiro esse que podemos gastar noutras coisas.

Bom, eu não sou o Al Gore e não tenho o jeito dele - mas se me pagassem o que o homem recebe ganhava logo o jeito. Mas vejam lá isso se fazem favor. Há sempre alguma coisa que dá para melhorar.

Deixo-vos um link de um excelente site, que contém muita informação, estatísticas, gráficos, fotos, filmes, epá, o que quiserem, que vos podem ajudar nalguns aspectos. Dêem uma vista de olhos.

http://ecoline.ics.ul.pt/ecoline.asp?p02

AACM

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

É carnaval, ninguém leva a mal!

É impressionante, caro leitor, como foi possível esta ilustre Gazeta, nos seus dois anos de existência, ter escapado ao tema mais absurdo deste país, protagonizado por um dos palhaços mais antigos de que temos conhecimento.

Palhaço até é ser simpático, mas nós por aqui não costumamos ser azedos (excepto em caso de referendos). Além disso, é Carnaval! Por isso não nos chateamos com a recandidatura do palhaço-môr Alberto João Jardim. Epá, pronto, estamos na época de palhaçadas e partidas de mau gosto, por isso hoje até passa!

Afinal de contas, todos nós temos direito à nossa birrinha! Mais para mais quando essa crise chorona se prende com uma lei que foi aprovada por maioria pela Assembleia da República de Portugal (país do qual o "seu" arquipélago ainda faz parte), as partes que suscitaram dúvidas foram enviadas para o Tribunal Constitucional, e foi, imagine-se, aprovada pelo Presidente de todos os Portugueses (o que inclui, imagine-se, os madeirenses). O mais estranho é que a lei não se destina só à Madeira, como parece, mas a todo o país! Onde é que já se viu!! Vale mesmo uma birra e uma demissão...

Sejamos francos, se o palhaço-môr só sabe governar com rios de dinheiro de Lisboa e de Bruxelas, é lá com ele. Também eu conseguiria isso muito provavelmente. Já o facto de enterrar o governo autónomo em dívidas já não tem tanta piada (quem paga? nós...!).

Com a sua birrinha, vai conseguir estender o seu reino de palhaçadas até 2012, pois de resto não vai mudar nada – já tem a sua maioria absoluta para aparvalhar e vai ter uma nova. Ah, e a lei, essa, também vai continuar.

Enfim, vamos ter de aturar o palhaço durante mais algum tempo. Mas palhaços valem o que valem – entretêm-nos. A chatisse é que o gajo gasta o nosso dinheiro.
AACM

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Estou a pensar recolher um número absurdo de assinaturas, de modo a obrigar a Assembleia a deliberar sobre um recente projecto que tenho em grande estima. Participem, porque trata-se de algo que a todos nos toca (ou tocará)!
Porque lá no fundo, esta lei favorece mais os ricos que os pobres, que não têm meios para sobreviver a clandestinidade.
Porque sabemos que o problema existe.
Porque é uma violação de um direito fundamental em concordância com o sentido que tem sido atribuído a esta expressão.
Porque é uma hipocrisia, no próximo referendo quero dizer sim à despenalização da fuga aos impostos.
b.g

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Ouvi nos Piores Portugueses de sempre...

Júlio César (alguém insuspeito) disse: "Os Lusitanos são um povo que não se governam nem se deixam governar".

Alguma duvida? Comentário?

Bem me parecia...!

AACM

domingo, fevereiro 11, 2007

Sim: 59,2% Não: 40,7% Abstenção: 56,3%

Deixemos as coisas bem claras: a maioria dos Portugueses não votou. Esse é que foi o resultado principal deste referendo, a ausência dos cidadãos nas urnas. Não encubram o facto que a Interrupção Voluntária da Gravidez não é, para a maioria dos portugueses (embora por diversas razões) importante.

Como é óbvio, era uma questão da maior importância. Um resultado destes só prova que os portugueses ainda não têm o civismo suficiente para termos uma democracia exigente e que funcione correctamente. Enfim, nem consigo perceber porque é que as pessoas se estão sempre a queixar de tudo um pouco, devem estar a gozar! Não são ouvidos? Por mim bastava que a Assembleia, eleita para discutir estes assuntos, decidisse; face a participações deste tipo é a melhor solução.

A abstenção é também uma posição política – de indiferença. Pelos vistos, o tema foi demasiado abstracto para cativar um povo que, na sua maioria, não tem sensibilidade para estes assuntos. Parece que são burros. O debate não foi, para mim, satisfatório: foi extremado, emotivo e simplificado. Contudo, houve debate.

Face a esta falta de interesse e cidadania, não podemos ignorar o resultado do referendo, e este deve ser adoptado. Quem não votou, exprimindo uma posição sem peso, que se lixe. Quem votou tem o direito de solicitar uma nova legislação.

É agora face a essa legislação que temos de ser exigentes e requerer o maior acompanhamento possível às famílias e mulheres que se encontrem em posição de praticar uma IVG. O não perdeu, mas a sua posição não deve ser eliminada.

Finalmente, este resultado é uma oportunidade! Com tanta abstenção, bem podem acabar com esta coisas dos referendos: afinal, os portugas estão-se nas tintas! Assim poderíamos ter a regionalização sem palhaçadas.

Por outro lado, poderíamos pensar em tornar o voto obrigatório – se calhar isso faria os portugueses puxar pela cabeça de vez em quando!

AACM

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

New Orleans...

Todos nos lembramos do Katrina. Todos nos lembramos da tardia resposta das autoridades ao desastre em New Orleans. Todos assistimos, mais tarde, a um grande apoio, uma grande preocupação nos meios de comunicação, com a população afectada pelo furacão. Penso que todos achámos que por esta altura tudo estaria significativamente melhor, mas o que é facto é que não está!
Milhares de pessoas continuam a viver em casas que não são as suas, grande parte da cidade continua destruída e a maior parte da população vive agora com medo. Devido ao abandono por parte de quem poderia ajudar, muitos vivem sem condições e recorrem a actos reprováveis para melhorar a sua situação. As pessoas sentem-se abandonadas pela sua cidade, pelo seu país e por vezes pensam não ter outra solução. Isto não é um apoio a ladrões e assassinos mas antes um apelo para que a situação possa melhorar.
Milhões de dólares foram enviados para New Orleans e supostamente usados na reconstrução mas poucos desses milhões foram de facto utilizados na ajuda à população. Desconfio que há gente que deve ter já uma pequena fortuna graças a esta catástrofe.
Quando penso nesta situação a imagem que me surge é a de um país do 3o mundo, talvez em África, para onde são enviados milhões que são utilizados em casas, transportes e alimentação......dos governantes, o povo continua a viver sob um clima de medo e em miséria, sem ver um único euro ou dólar dos que são enviados.
O problema é que não estamos a falar de um país do 3o mundo, estamos a falar de uma cidade no país mais poderoso do mundo e mesmo assim a situação é facilmente comparável.
Sinceramente a verdadeira ajuda parece ainda não ter chegado a New Orleans.

Foi sério demais?! Epá chatice, não era suposto. Bem deixa cá ver se arranjo alguma coisa com piada só para disfarçar..................Hmm.................não, não tou a ver assim nada...deixem lá fica para a próxima.

JTMS

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

já só faltam 3.5 dias...

...para o tão suspirado, almejado, contestado, cavalinho de batalha e manobra de diversão, referendo.O referendo é o D.Sebastião dos tempos modernos, há de vir numa manhã de nevoeiro pelo que dizem.

Faltam pouco mais de 3 dias para acabar o desfile de disparates dos dois lados, a opinião pessoal de notáveis da craveira da Catarina Furtado, os (supostos) debates inúteis, as acções de campanha sinistras, a conversa de surdos o moralismo hipócrita pseudo religioso do "não" e o proto progressismo, "vamos ser modernos", isto é o principal problema do país do "sim".
Infelizmente ainda vou ter de olhar para os cartazes durantes uns meses largos.

A campanha tem sido um nojo; sempre que vejo um espaço de tempo de antena de um dos lados apetece- me votar no oposto...

No meu boletim vou pôr uma terceira opção: "deixem me em paz" ou "não tenho nada a ver com isso".

Mal posso esperar que voltemos a ter crise económica, epidemia de gripe, directivas comunitárias por cumprir, corrupção no futebol, partidos moribundos, futriquice parlamentar e discursos bollha de ar do Sócrates (AKA Sr. Sousa). Resumindo, quero o meu país de volta.

PS: isso acontecerá logo a 12 de Fevereiro! quem é que estará interessado no que vai ser a lei?
MS